Uma reflexão sobre o sucesso (seu e dos outros):
Aos 13 anos tive uma bela lição sobre capitalismo e burguesia que jamais esqueci! Sempre tive amigos bem mais velhos durante minha adolescência, alguns deles muito inteligentes a quem eu escutava atentamente. Ouvi muita bobagem mas também muitos ensinamentos que trago comigo até hoje, à porta dos meus 43 anos. Um dos melhores foi quando no meio de um belo papo que já durava mais de duas horas, discutimos burguesia e proletariado, dentro de uma visão Marxista. Felizmente ouvi um ensinamento valioso no meio disso tudo: Burguesia e capitalismo não é ruim. Mas para não ser ruim deveríamos trabalhar duro para ir para o topo da pirâmide. Foi de uma forma rústica assim que aprendi o conceito teórico da meritocracia e passei a persegui-lo. O resto aprendi na prática!
Tento eu ao ouvir tal conselho, reprogramado o meu cérebro para construir minha própria pirâmide, sempre me agradou muito olhar o sucesso das pessoas. Era muito comum também, no decorrer do meu crescimento ter alguns amigos em situação financeira bem confortável, o que chamávamos de “ricos”. Conheci os ricos, cada um com referências de dinheiro e sucesso de cada fase da minha vida, admirava seus sucessos e conquistas e sempre quis copiá-los. Não falo de ricos de berço, mas profissionais que alcançaram um sucesso absurdo por seus próprios esforços. Assim como muitos consomem loucamente conteúdo de auto-ajuda, eu consumia exemplos de sucesso. Algumas vezes me aproximei tanto de alguns deles que poderia parecer, à primeira vista, que buscava algum tipo de vantagem. Para alguns desses, hoje todos grandes amigos, repeti algumas vezes a frase: “eu não quero absolutamente NADA seu, exceto aprender o que você sabe”. Queria algo que eles poderiam me dar e que nunca os iria faltar: conhecimento, macetes… De fato absorvi coisas básicas como não gastar mais do que ganhar, poupar e o mais rápido possível fazer seu dinheiro trabalhar para você. Aquela coisa do jogo do gato e rato do livro Pai Rico de Pai Pobre, nada absolutamente brilhante. Contudo, aprendi a verdadeiramente admirar o sucesso dos outros, a brilhar os olhos ao ver o sucesso de alguém. Um sentimento que não parecia nem com a chamada inveja branca. Ficava mesmo eufórico ao ver o sucesso dos outros. E queria ser infectado com isso. Descobri que a coisa dava mais trabalho do que parecia, que o sucesso era advento de muito estudo, trabalho e esforço. Uma fórmula simples, mas bem trabalhosa.
Creio que a maior lição foi aprender, antes de começar minha carreira profissional, a gostar do sucesso. Meu é claro, mas também dos outros!
Durante minha carreira tive o privilégio de conhecer muitas culturas. Um exemplo emblemático foi ter na mesma sala, profissionais de cinco países diferentes durante um projeto que participei no Canadá por volta de 2007 já na minha décima experiência de trabalho fora do país. Uma coisa que já tinha lido a respeito, mas pude reparar na prática durante essa convivência, principalmente como o povo Americano (dos Estados Unidos), é ver como eles se alimentam do sucesso alheio. Algo muito diferente da cultura latina. Minha principal referência, o Brasil, tem isso encravado na sua cultura: o sucesso alheio causa desconfiança, inveja e incômodo. Não estou falando de políticos corruptos e seus enriquecimentos relâmpagos.
Não tenho tanta eficiência para ensinar com palavras (texto), não sou um bom escritor. Mas uma das coisas que gostaria de ensinar, a todos que puder atingir é: vibrem, se entusiasmam, aprendam e torçam pelo sucesso dos outros. Para o seu próprio sucesso, apenas adquira conhecimento, invista na sua capacitação e educação profissional e TRABALHE, isso tudo por ANOS e não por meses. O sucesso é um plano de execução com resultados a longo prazo.
A todos um feliz 2017 e muito SUCESSO pra todos nós!